segunda-feira, 28 de março de 2011

Quais os efeitos da erupção do Vulcão Cumbre Vieja em La Palma?

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Image and video hosting by TinyPicTodos os elementos que se poderia querer para um filme clichê de desastre estão ali: uma linda ilha vulcânica no Atlântico, à beira de um colapso catastrófico, ameaçando propagar ondas gigantescas que vão avançar pelo globo em questão de horas. E enquanto os cientistas tentam em vão tornar audível seus alertas, os governos olham [descaradamente] para o outro lado. Segundo Bill McGuire, diretor do Centro de Pesquisa de Riscos Benfield Grieg, da University College of London, um grande bloco de terra, aproximadamente do tamanho da Ilha britânica de Man (572 km²), está prestes a se desgarrar da Ilha de La Palma, nas Canárias, após uma erupção do Vulcão Cumbre Vieja.
 
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Segundo o cientista McGuire a erupção vai gerar ondas gigantes chamadas megatsunamis viajando a 900 km/h, as imensas paredes de água vão atravessar os oceanos e atingir ilhas e continentes, deixando um rastro de destruição e morte como os vistos no cinema. Os megatsunamis são ondas muito maiores do que as que o homem está acostumado a ver. Modelos feitos em computador do colapso da IIha mostram as primeiras regiões a serem afetadas por ondas de até 100 metros de altura são as ilhas vizinhas do arquipélago espanhol das Canárias. Em poucas horas, a costa ocidental da África será golpeada por ondas similares.
 
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Até 19 horas depois da erupção, ondas de 4 a 18 metros vão atingir as costas Norte e Nordeste do Brasil – do Pará à Paraíba. A Ilha de Fernando de Noronha será um dos locais no qual o megatsunami chegará com mais força no Atlântico Sul. A Europa também será golpeada. O litoral sul de Portugal, da Espanha e o Oeste da Grã-Bretanha vão experimentar ondas de até 10 metros, quatro ou cinco horas depois do evento geológico nas Canárias. Portos serão destruídos. Desastres naturais como estes são raros; ocorrem a cada 10 mil anos. Mas La Palma pode entrar em colapso muito antes.
A Ilha chamou a atenção dos cientistas em 1949, quando seu vulcão, o Cumbre Vieja, entrou em erupção, causando um desabamento de parte de seu flanco Oeste, que afundou quatro metros oceano abaixo. Especialistas acreditam que placas de terreno continuam escorregando lentamente para o mar e dizem que uma próxima erupção deve fazer toda a lateral ocidental da montanha desabar. Novos sismógrafos poderiam avisar sobre uma erupção com até duas semanas de antecedência. Mas ninguém pode afirmar em que momento o vulcão vai desabar ou se esta explosão acontecerá nos próximos séculos. Ordenar retiradas em massa da população – uma medida acertada do ponto de vista humanitário – traria um imenso impacto financeiro, que só iria piorar a situação dos países, se o alarme fosse falso.
Em 1953, dois geólogos foram para uma baia remota do Alaska em busca de petróleo. Através de seus estudos se deram conta de que no passado a baia havia sido golpeada por ondas enormes e se perguntaram o que poderia tê-las causado. Cinco anos depois obtiveram a resposta. Em 1958 um gigantesco deslizamento de terra (que se derramou dentro da baia) levantou uma onda de 500 m de altura, mais alta do que qualquer arranha-céu do mundo. O potencial destruidor da tsunami induzido pelo deslizamento — ao que os cientistas chamaram "mega tsunami" — começou a ser estudado: se um deslizamento de algumas dimensões consideradas "moderadas" no Alaska criaram uma onda deste tamanho, que estragos não poderia criar um deslizamento gigante?
 
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Enquanto o vulcão Cumbre Vieja  se mantiver inativo não representará nenhum perigo. Contudo, os cientistas acreditam que o flanco oeste da ilha colapsará durante uma erupção futura. Em outras palavras, que em qualquer momento nos próximos mil anos, uma grande parte do sul de La Palma (com um volume de 500 milhões de toneladas) se derramará no Oceano Atlântico. Uma nova erupção poderá desencadear um escorregamento de terras, que poderá gerar um tsunami com 300 pés de altura, causando uma tragédia de enormes dimensões em cidades inteiras dos três continentes, destroçando a costa desde a Flórida ao Brasil e causando danos consideráveis na Sahara, em Portugal, em Espanha, em França e em algumas partes da Grã-Bretanha. Os cientistas acreditam que esta mega-onda terá uma velocidade na ordem dos 700 km por hora e será completamente imparável.
Explicando melhor o Megatsunami
 
 
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Um megatsunami é um raro tsunami com mais de 100 metros (325 pés) de altura. Deixando de lado alguns grandes tsunamis no Alasca, incluindo aí um de 520 m de altura, acredita-se que o último tsunami que atingiu uma área com população ocorreu há 4000 anos. Geólogos dizem que tal evento é causado por gigantescos deslocamentos de terra, originados por uma ilha em colapso, por exemplo, em um vasto corpo d'água como um oceano ou um mar. Megatsunamis podem atingir alturas de centenas de metros, viajar a 890 km/h ao longo do oceano, potencialmente alcançando 20 km ou mais terra adentro em regiões de baixa altitude. Veja o vídeo abaixo:
Em oceanos profundos, um megatsunami é quase invisível. Move-se em um deslocamento vertical de aproximadamente um metro, com um comprimento de ondas de centenas de quilômetros. Porém, a enorme quantidade de energia dentro deste movimento de gigantesca massa produz uma onda muito mais alta, à medida que a onda se aproxima de águas rasas.
Algumas pessoas assumem que megatsunamis pré-históricos varreram antigas civilizações, como um castigo do(s) deus(es), comum em muitas culturas ao redor do mundo. Porém, isto é improvável, considerando que megatsunamis usualmente acontecem sem qualquer aviso, atigindo apenas áreas costeiras e não necessariamente ocorrendo após uma chuva.
 
E se... um tsunami atingisse o Brasil?
 
Os resultados seriam bem parecidos com o que você viu na televisão, nas revistas e na internet. Milhares de pessoas desabrigadas. Corpos sendo resgatados em alto-mar. Crianças órfãs, plantações destruídas e outra infinidade de mazelas que as catástrofes naturais têm uma habilidade única de provocar.
Mas um tsunami como o da Ásia é quase impossível de acontecer por aqui. Lá, a seqüência de ondas gigantes foi resultado de um terremoto provocado pelo movimento das placas tectônicas Australiana e Eurasiana. As placas tectônicas, encaixadas como num gigantesco quebra-cabeça, formam um manto sobre o magma, a camada do centro da Terra composta por rochas em estado fluido. Quando uma dessas placas raspa ou se encosta em outra, nós sentimos tremores nos continentes. Se isso ocorre no fundo do mar, a energia liberada forma uma onda, que vai se propagando até atingir terra firme. Foi exatamente o que ocorreu no sul da Ásia. “Já o Brasil, para nossa sorte, está localizado bem no centro de uma placa e, mesmo quando ela se move, provoca apenas abalos de pouca intensidade”, diz o professor de engenharia oceânica da UFRJ Paulo Cesar Rosman.
 
Acontece que terremotos no fundo do mar não são a única razão para o surgimento de um tsunami. Quedas de meteoros e erupções vulcânicas também podem gerar ondas gigantes. Nesses casos, a força do tsunami depende do tamanho do material que é arremessado ao mar. Se você acha que escapamos mais uma vez, engana-se. O pesquisador Steven Ward, da Universidade da Califórnia, é autor de um estudo sobre o impacto que uma erupção do vulcão Cumbre Vieja poderia causar nas Américas. O vulcão está localizado na ilha La Palma, no arquipélago das Ilhas Canárias, perto da costa africana. De acordo com Ward, uma próxima erupção pode fazer parte da ilha deslizar e cair no mar. Essa queda produziria uma energia tão grande que, em poucas horas, ondas gigantescas se formariam e destruiriam várias ilhas do Caribe, alguns estados americanos e o Norte e Nordeste brasileiros. “Ninguém sabe ao certo quando o Cumbre Vieja pode entrar em erupção”, diz o pesquisador americano. “Ele entrou em colapso há 550 mil anos. Desde então, reconstruiu-se e pode estar voltando novamente ao fim de seu ciclo.” Como o Brasil não tem sistema de alarme de tsunami, moradores e turistas seriam pegos de surpresa, repetindo as cenas trágicas que aconteceram no último ano na Ásia.
 
Entre nove e 12 horas depois do colapso em La Palma, ondas de 20 a 50 metros vão cruzar 6.500 km de oceano e atingir as ilhas caribenhas e a costa Leste dos Estados Unidos e Canadá. Ao chegar a portos e estuários, a água será canalizada para o interior. Mortes de pessoas e destruição de bens serão imensas, de acordo com McGuire. Até 19 horas depois da erupção, ondas de 4 a 18 metros vão atingir a costa Norte e Nordeste do Brasil, do Pará à Paraíba. A ilha de Fernando de Noronha será um dos locais onde a tsunami chegará com mais força no Atlântico Sul.
 
Nos registros históricos, o calmo Atlântico já se mostrou cruel para com os brasileiros ao menos duas vezes. A recém-fundada vila de S. Vicente, no litoral paulista, foi destruída em 1542 por um maremoto composto por vagalhões de até 8 metros que avançaram terra a dentro por mais de 150 m.
 
Lisboa, a metrópole de todos nós em 1755, foi nesse ano atingida por um terremoto de intensidade 8,7 (cujo epicentro se localizou no mar, a 150 km do ponto mais ao sul de Portugal), que lhe causou enorme destruição: sobreviventes, fugindo dos incêndios subseqüentes, buscaram abrigo nos barcos ancorados no Tejo apenas para serem meia hora depois surpreendidos por um tsunami composto por três sucessivas ondas gigantes de até 3 m de altura.
 
Vamos conhecer melhor as Ilhas Canárias que poderá ser o epicentro de toda essa possível catástrofe.
 
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As Ilhas Canárias localizam-se no Oceano Atlântico, frente à costa Oeste de Marrocos. Estas ilhas são também conhecidas como Ilhas da Felicidade, devido ao seu perfeito clima e às suas praias. São ilhas de origem vulcânica. As suas paisagens do tipo surrealista e lunar não são parecidas com nada que seja encontrado na Europa ou em África.
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O Arquipélago da Canárias é constituído por sete ilhas: Gran Canaria, Fuerteventura, Lanzarote, Tenerife, La Palma, Gomera e El Hierro. Encontramos ainda outras ilhas de menor dimensão, tais como Alegranza, Graciosa, Montaña Clara, Roque del Este, Roque del Oeste e Lobos.
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As Ilhas Canárias têm mais de 1000 km de litoral. A maior parte da areia das praias é branca, embora algumas praias de Tenerife tenham areia dourada, trazida do Sahara. Há 13 campos de golfe nas ilhas, cerca de 140 reservas naturais, 4 parques nacionais e centenas de vulcões. As Ilhas Canárias tornaram-se num dos destinos turísticos mais populares do planeta. Particularmente, é maciçamente visitada por europeus.
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Desde 1496 que as Ilhas Canárias pertencem a Espanha. Cristóvão Colombo parou aqui a caminho da descoberta do Novo Mundo. As ilhas pertencem a Espanha mas não ao continente europeu. Possuem umas das melhores praias do mundo.
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La Palma, palco do epicentro
Tal como acontece com o resto das Ilhas Canárias, La Palma é uma ilha de origem vulcânica. É, para além disso, a ilha com o passado vulcânico mais ativo, sendo a ilha mais ativa dos últimos 500 anos, com erupções em 1949, 1712, 1677, 1646, 1585 e 1470. La Palma está localizada na parte Noroeste das Ilhas Canárias. É uma pequena ilha com cerca de 90000 habitantes. La Palma é também a ilha que regista a maior quantidade de precipitação das Ilhas Canárias, sendo, ao mesmo tempo, uma das ilhas mais montanhosas do mundo, tendo o seu pico mais elevado, o Roque de los Muchachos, uma altitude de 2426 metros.
La Palma faz parte da Província de Santa Cruz de Tenerife. A capital da ilha é Santa Cruz de La Palma. Esta cidade e Los Llanos são as duas únicas cidades da ilha. É uma ilha de contrastes, com montanhas e vulcões que contrastam com as florestas tropicais e as praias, e ainda com as chuvas torrenciais e, claro, com as espectaculares vistas.
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No início, La Palma chamava-se Benahoare, nome pelo qual era conhecida entre os Guanches. Este povo vivia em grutas, em tubos vulcânicos, de uma forma muito peculiar. Durante os séculos que se seguiram, La Palma prosperou rapidamente, tendo-se tornado numa ilha com um importante desenvolvimento, tendo recebido imigração de Espanha, de Portugal, de Maiorca, da Catalunha e muitos outros pontos da Europa, da América do Sul e de África.
 
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Tendo apenas uma mão cheia de praias escuras e estando isolada das ilhas maiores, La Palma atrai um pequeno número de turistas em busca de paz e de beleza natural. O seu principal objetivo é a Caldera de Taburiente - uma cratera maciça formada há cerca de 400.000 anos por uma explosão que abalou o solo, o qual depois foi alisado e enverdecido pela natureza, transformando-o num local de notável beleza que goza atualmente do estatuto de Parque Natural de Espanha. A contrastar com isso, a atividade vulcânica mais recente das Canárias também teve lugar nesta ilha, em 1971. La Palma também se gaba de ter o mais claro céu noturno do hemisfério norte.
 
VEJA A SEGUIR UMA COLETÂNEA DE VÍDEOS QUE SELECIONEI CUIDADOSAMENTE NO SITE YOUTUBE VISANDO ENALTECER COM MAIS DETALHES O CONTEÚDO DESTA POSTAGEM. NÃO DEIXE DE ASSISTIR TAMBÉM O EXCELENTE DOCUMENTÁRIO DA DISCOVERY CHANNEL - “VIAGEM AO CENTRO DA TERRA”.
 
 




GIGANTES DE TENERIFE


VULCÃO DE BANDAMA

Discovery Channel - Viagem ao Centro da Terra (Parte1de10)

Discovery Channel - Viagem ao Centro da Terra (Parte2de10)

Discovery Channel - Viagem ao Centro da Terra (Parte3de10)

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Discovery Channel - Viagem ao Centro da Terra (Parte5de10)

Discovery Channel - Viagem ao Centro da Terra (Parte6de10)

Discovery Channel - Viagem ao Centro da Terra (Parte7de10)

Discovery Channel - Viagem ao Centro da Terra (Parte8de10)

Discovery Channel - Viagem ao Centro da Terra (Parte9de10)

Discovery Channel - Viagem ao Centro da Terra (Parte10de10)


Material extraído das seguintes Fontes:
USA TODAY – Revista Veja – NOOA – DART (Deep-ocean Assessment and Reporting of Tsunamis) – Agências Internacionais – O Globo – Equipe Starnews 2001.
JBONLINE.TERRA.COM.BR/JB/PAPEL/INTERNACIONAL

http://www.jlocal.com.br/noticias.php?pesquisa=1899
http://ciclofinal.blogspot.com/2008/10/perigosa-la-palma-nas-ilhas-canrias.html#ixzz0hLXLGX8p
http://pt.wikipedia.org/wiki/Megatsunami
http://super.abril.com.br/ecologia/se-tsunami-atingisse-brasil-445468.shtml
http://sacanarias.no.sapo.pt/locais.htm
www.youtube.com.br

3 comentários:

Anônimo disse...

Tudo bem que Tsunami de 100 metros é um puta dum exagero, que so paderia ser gerado por um meteoro caindo no mar, se o terremoto do chile que foi de 8.8 so conseguiu ondas de 10 metros que avançaram por 400 metros apenas, o fato de uma montanha desabar para dentro do mar não geraria ondas tão grandes, principalmente pelo fato de que seria um deslocamento de agua superficial e não no fundo do oceano. Acho que alguns cientistas bebem um pouco antes de dormular suas teorias catastroficas mirabolantes.

Rato disse...

Temos cientistas anônimos geniais comentando nos blogs da vida, que sabem mais que aqueles que passam a vida estudando de fato isso.

Talentos desperdiçados.

Post sensacional amigo. Todo o cuidado com o texto, com as fontes, o trabalho de pesquisá-las. Muito bom. Vou acompanhar o blog.

Abraço.

Juliana F Duarte disse...
Este comentário foi removido pelo autor.

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