Como tinha que ser nesse final de ciclo, final dos tempos, a cobra morde o rabo. Assistimos à aceleração vertiginosa das liberdades individuais e de expressão em sincronica com a volta de uma censura medieval e violenta.
Políticos antigos ainda confiam em seus currais eletrônicos, rádios e TVs recebidas principalmente na Era Sarney (aquela que nunca acaba), enquanto que uma molecada através de blogs os deixa nus diante de suas comunidades de carne e osso, que mesmo sem ir a Lan-House, começam sentir o cabresto afrouxando no pescoço. Enquanto isso, no ar-condicionado do Congresso Nacional, senadores experimentam novos brinquedinhos, como o twitter, desculmbrados e descuidados, aceleram fundo na maionese se jactando de sua retidão e ética. No instante seguinte, a mão pesada da realidade os obriga a desmentirem a si próprios e voltarem para casa com o rabinho enfiado entre as pernas. Leia esta matéria na íntegra no site marcelotas



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