domingo, 19 de abril de 2009

Spencer Tunick - O fotógrafo das multidões

Slide2 Desde 1992 que Spencer Tunick, nova-iorquino de 36 anos, documenta a nudez de multidões. As suas instalações consistem de dezenas ou mesmo centenas de figurantes voluntários que posam em locais públicos; sendo as fotografias um documentário do evento em si.

Spencer Tunick tira fotos de homens e mulheres despidos, intitulando sua obra como massa humana, já atuou em praticamente todo o mundo civilizado.  Entre suas passagens pelo Canadá, Suíça, Alemanha, Rússia, Itália, Irlanda, República Tcheca, Austrália, Japão, Antártica, África do Sul e Holanda, ele já fotografou milhares de pessoas nuas pelas ruas. Em Melbourne, na Austrália, obteve o maior número de colaboradores: 4.500 pessoas. Veja na próxima página uma pequena amostra dos seus trabalhos realizados pelo mundo.

Spencer Tunick já teve vários conflitos com a polícia de Nova Iorque, que chegou a prendê-lo, por ter feito posar modelos (às vezes dezenas) completamente nus pelas ruas da "Big Apple".

O fotógrafo foi à Justiça, alegando o direito à livre expressão, e um juiz da Corte Federal de Manhattan considerou que deveria ser pago a quantia de 33.000 dólares para assim reembolsá-lo dos gastos judiciais.

No Brasil, em abril de 2002m, 1.500 pessoas tiraram a roupa para o fotógrafo norte-americano Spencer Tunick no parque do Ibirapuera, em São Paulo, e se transformaram numa imensa escultura humana para as lentes do fotógrafo. A Na noite anterior ao ensaio fotográfico, os inscritos para participar do evento chegavam a 1,8 mil, de acordo com dados da assessoria de imprensa da Fundação Bienal.

Slide3Spencer afirmou que o "Nude Adrist", no Parque do Ibirapuera, reuniu quatro vezes mais pessoas que qualquer outro realizado por ele na Europa, onde fotografou. Foi também o maior público em países da América do Sul. Tunick disse que esperava no máximo 700 pessoas para o evento em São Paulo. Ele se surpreendeu com as 1.200 pessoas que compareceram ao Parque do Ibirapuera a partir das 5h deste sábado. - Foi uma experiência inacreditável, que se renova em cada lugar que eu passo. Trabalho com corpos de qualquer tamanho ou forma. E a massa de corpos para mim significa a vida. É uma explosão de vida e não a representação da morte, como algumas pessoas costumam ver (relacionando a imagem com campos de concentração nazistas) - declarou. Rení Tognoni, do GloboNews.com

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