quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

China e Brasil - tem diferença?

Vocês lembram daquela operação em que a Polícia Federal prendeu 27 pessoas em uma operação de combate ao leite adulterado? Vamos recapitular:

Vinte e sete pessoas foram presas, nesta segunda-feira, pela Polícia Federal (PF), durante a Operação Ouro Branco, nos municípios mineiros de Uberaba, no Triângulo Mineiro e Passos, no sul do país, para combater crimes contra a saúde pública cometidos por cooperativas suspeitas de adulterar leite. O leite adulterado era vendido para Parmalat e Calu, diz PF.

A Parmalat e a Calu (Cooperativa Agropecuária Ltda. de Uberlândia) estavam entre os compradores de leite das cooperativas Coopervale (Cooperativa dos Produtores de Leite do Vale do Rio Grande) e Casmil (Cooperativa Agropecuária do Sudoeste Mineiro), segundo a Polícia Federal. As cooperativas são acusadas de “batizar” o leite longa vida com substâncias que aumentava seu volume e que disfarçava suas más condições de conservação.

Conclusão: A Cooperativa envolvida em fraude retoma produção de leite. O Ministério da Agricultura autorizou que a Cooperativa Agropecuária do Vale do Rio Grande (Copervale) da cidade mineira de Uberaba voltasse a produzir o leite longa vida. A produção estava paralisada desde outubro do ano passado, quando a Polícia Federal (PF) descobriu um esquema de adulteração do produto com a adição de componentes químicos como acetona, soda cáustica e soro em sua formulação. No Brasil as coisas funcionam assim...

E na China, como será? China anuncia pena de morte no escândalo do leite

Um tribunal chinês condenou à morte dois homens e outros 10 à prisão por causa do escândalo da contaminação do leite que envenenou crianças na China e obrigou a “recalls” de derivados do leite em todo o mundo.

Tian Wenhua, de 66 anos, ex-presidente da empresa de laticínios que foi o epicentro do escândalo, está entre os três condenados à prisão perpetua. Ela foi acusada de inicialmente acobertar a adulteração. Uma outra pessoa recebeu uma suspensão da condenação à morte, sentença que geralmente é mudada para prisão perpétua, enquanto outros seis receberam penas que variam de 5 a 15 anos de prisão.

Estamos longe de ser um país sério. Vamos continuar votando nesses políticos picaretas!

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